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Vivemos com medo Instinto maternal do cuco

Trilogia da ajuda: para dirimir dúvidas

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autoajuda

Gênero e fenômeno literário que cresceu muito no mundo nos últimos tempos. Começou quando o médico escocês Samuel Smiles, em 1859, lançou o livro Ajuda-te, cuja tradução correta deveria ser Auto-ajuda (Self-Help). Mas o sucesso veio com a publicação de Dale Carnigie, Como fazer amigos e influenciar pessoas, considerado por muitos o marco inicial do gênero. Nas décadas seguintes o número de manuais de autoconhecimento e dicas de comportamento cresceu tanto que foi necessário criar um espaço só para eles. Hoje eles invadem outras seções nas livrarias, especialmente a estante de psicologia, pois muito psicólogos se dedicam ao gênero. Os livros de auto-ajuda são ensaios, textos de análise sobre qualquer assunto específico, de caráter pessoal ou profissional, que se dirigem de forma mais direta, íntima e personalizada ao leitor, dando sempre uma palavra de apoio e/ou conforto. Segundo alguns especialistas, as mensagens contidas neles, atuam como uma conversa com uma pessoa amiga na qual se pode confiar. Estimulam o lado direito do cérebro, responsável pela linguagem e pelas emoções, ativando áreas de prazer. O difícil é confirmar os benefícios da literatura de auto-ajuda, se realmente ela consegue resolver o problema que aborda ou pelo menos consegue aliviá-lo. Seus críticos mais ferrenhos se perguntam se realmente a auto-ajuda ajuda. Para eles com suas vendagens, ela ajuda muito àquele que a escreveu.

O que são grupos de mútua ajuda?

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A história desses grupos começou no dia 10 de junho de 1935, com a fundação dos Alcoólicos Anônimos – A.A. Um corretor de imóveis, há seis meses sem beber, fez uma viagem de trabalho e com uma enorme vontade de beber, recorreu a um pastor local em busca de outra pessoa com problema semelhante para que ele pudesse conversar. Um médico foi contatado. Os dois tiveram alguns encontros e imaginaram como isso poderia ser feito em grande escala. Pessoas com o mesmo problema com a disponibilidade mútua de ouvir um ao outro.  A idéia se espalhou pelo mundo, salas foram abertas em grandes e pequenas localidades, com o princípio fundamental de preservação do anonimato. Os grupos de mútua ajuda podem ser considerados como um método de tratamento ou de controle, sem teorias sofisticadas, que tem com objetivo a ajuda mútua. Hoje as idéias do A.A. se espalharam para outras compulsões e vários tipos de doenças. O método se baseia em doze passos. Há um sistema de apadrinhamento do mais antigo pelo mais novo, a distribuição simbólica de fichas que representa o período de abstinência de sua compulsão e freqüência as salas. Estas estão abertas para todos, pede-se apenas uma contribuição de acordo co as possibilidades de cada uma para sua manutenção e despesas gerais. Os grupos atingem todo tipo de pessoas, não há discriminação de espécie alguma. O problema que os afligem pode atingir qualquer um independente de sexo, classe social, condição sócio-econômica e orientação sexual. O primeiro passo é admitir a sua impotência perante seu problema, evitar o primeiro gatilho de sua compulsão, acreditar num poder superior e dar um passo de cada vez, entre outras coisas.

O que é relação de ajuda?

ajudarela

É um tipo especial de relação que se estabelece entre os seres humanos. Entretanto, em nossa cultura e sociedade, a idéia de se pedir ajuda ainda suscita alguns preconceitos. Solicitações de ajuda ainda podem ser vistas como manifestações de fraqueza para se lidar com seus próprios problemas. Portanto, um pedido de ajuda pode não ser bem entendido. Pode-se pedir a ajuda profissional em diversas áreas. Mas, quando esta é necessária para aspectos mais íntimos, as dificuldades de solicitá-la ou aceitá-la aumentam. Muitas vezes a pessoa se retrai e não tendo com quem repartir suas dúvidas e angústias, gira em círculos, sem descobrir soluções ou alívio. Mantemos formas de relação de ajuda com amigos, professores, parentes ou até mesmo com um desconhecido, que surge em nossas vidas em um determinado momento. Ajudar é favorecer, facilitar, propiciar, auxiliar alguém, em alguma coisa. Nessas relações, experiências são trocadas, caminhos são descobertos, alternativas são analisadas e decisões podem ser tomadas. É uma relação de cooperação, que se estabelece entre um ou mais indivíduos, envolvidos e empenhados, cada um dentro de seu limite e possibilidades, na busca de saídas. A relação psicoterapêutica de ajuda, nada mais é do que um tipo particular desse tipo de relação, onde o terapeuta auxilia o cliente a reconhecer, sentir, saber, decidir e escolher onde e o que mudar. Ele é o centro e o foco do processo. Isto marca a diferença fundamental dessa relação. As demais são geralmente, espontâneas e não programadas. Um amigo que ajuda hoje pode ser ajudado amanhã. Nessa relação terapêutica, o indivíduo que solicita ajuda é o único e o principal foco. Serão analisados, discutidos e investigados apenas seus motivos e suas queixas. Esta relação requer do psicoterapeuta uma certa doação. Ele precisa doar parte do seu tempo, de sua capacidade de ouvir e entender, sua habilidade, conhecimento e interesse na busca de soluções. O paciente, ou melhor, cliente, tem que ser ativo no processo. Ter perseverança para continuar em uma tarefa, muita vezes, lenta e difícil. Todo profissional deve reconhecer que é o próprio indivíduo que sabe o que sofre, em que direção tem de ir, quais são os seus pontos cruciais, quais as experiências mais dolorosas e recalcadas, portanto, ele é que deve dar  a direção do movimento terapêutico. Compete a ele, então, a iniciativa e a direção do processo.

A presença do terapeuta marca a diferença entre uma relação de ajuda comum e a relação psicoterapêutica de ajuda. Entre outras coisas, ele deve facilitar o aprimoramento dos mecanismos de percepção para aumentar a capacidade do sujeito de análise e decisões para romper bloqueios, mudar hábitos e substituir certas formas de entendimento do mundo. Em cada pessoa deve haver uma força interna, que deve impeli-la para a maturidade, independência e para a autodireção e é isso que se deve buscar uma relação psicoterapêutica de ajuda

Ana Marcia Mello Pereira. Set./ out/ 05. Resumo de 03 reuniões.


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