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Intuição, dom ou função? Antropofagia

Vida eterna

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Alcançar a eternidade, a imortalidade e a vida após a morte foram crenças que levaram o povo egípcio a desenvolver técnicas de embalsamento e mumificação. Seus faraós e figuras ilustres da nobreza eram preparados para fazer sua travessia para outra vida levando tudo que podiam precisar: roupas, jóias, adereços, alimentos e até servos e seus animais de estimação. Os enterros eram realmente faraônicos e as múmias eram ricamente adornadas e colocadas em exuberantes sarcófagos. Para a preservação dos corpos, era necessária a retirada dos órgãos internos, que eram colocados em recipientes a parte, como se fosse possível ressuscitar e colocá-los de novo no lugar.

Entretanto, a imortalidade, a eternidade e a vida após a morte foi atingida, pelo menos para a múmia mais famosa do Egito, Tutancâmon, o faraó menino, que poderá ser vista por turistas do mundo inteiro, que visitam o Vale dos Reis. Ela foi colocada numa caixa de vidro climatizada para protegê-la da umidade, do calor e da proliferação de fungos. Exceto pelo tom escurecido da pele, essa múmia está e ficará muito bem conservada, graças às técnicas de preservação de povos 3.300 anos distantes do seu curto reinado.

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