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Alienação parental Fobia social japonesa

Amor obsessivo

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guuria219484574

A obsessão amorosa é algo que domina a pessoa. A comanda e faz com que ela haja de forma obrigatória, como se atuasse contra a sua própria vontade.

Define-se obsessão como  um conjunto de idéias ou pensamentos de caráter persecutório ou, simplesmente, uma idéia fixa que se apossa da mente, levando o sujeito a desenvolver atos, manias ou rituais compulsivos na tentativa de aplacá-los, pelo menos momentaneamente.  Sendo assim, as compulsões são medidas ou atos defensivos tomados para descarregar ímpetos tidos como irrefreáveis e que tem como finalidade conter aquelas idéias e pensamentos ditos  obsessivos.

No processo de apaixonamento obsessivo, o objeto amoroso eleito toma formas independentes da realidade. Sua imagem é criada, idealizada. São suprimidos todos os aspectos não relevantes, negativos ou contraditórios, que o indivíduo apaixonado não consegue lidar. O significado do outro é simbólico, carregado de um imenso poder de aniquilamento.

A obsessão amorosa pode se dirigir a uma ou várias pessoas, ou seja, ser mutante. Mas a sensação existente é de que sem aquele objeto de desejo momentâneo, não existe uma capacidade de viver, de dar sentido à vida.

Há um desrespeito total aos dados da realidade objetiva e do outro. Não importa se o sujeito é correspondido ou não. A vontade do outro é desconsiderada. Se as coisas não caminham como o obsessivo quer, pode-se lançar mão de recursos extremos para se resolver isso. Os crimes passionais que se têm notícias através dos meios de comunicação podem ser exemplos disso.

Pelo medo de perder o objeto de sua paixão e devoção o obsessivo pode entrar num processo defensivo que pode acabar por tentar destruir qualquer possibilidade de existência, manutenção ou continuidade da relação amorosa.

No entanto, com o devido tratamento psicológico é possível se reverter esse quadro. Após certo período de terapia, o indivíduo pode visualizar o ridículo de sua escolha afetiva ou de seus atos compulsivos perpetrados, das loucuras cometidas em nome do amor.  Quanto tempo perdido? Quantas amizades desfeitas? Quantas brigas e conflitos, envolvendo a família, amigos e até desconhecidos? Tudo isso é um preço muito alto, que ninguém deve pagar para poder ter alguém ao seu lado.

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Este tipo de manifestação de amor doentio, nada mais é do que um comportamento egoísta, um modo próprio da pessoa se relacionar, onde o outro em si não tem a menor importância.

Se não for aquele será outro com características semelhantes, perpetuando seu estado patológico, ou melhor, o agravando consideravelmente.

Por baixo do amor desmedido, pode arder um sentimento de ódio, de desprezo e desrespeito pelo outro.

Sob a capa de uma generosidade exacerbada, de estar sempre disponível e doador, o obsessivo pode tentar criar um clima de dependência, como uma forma de aprisionar o parceiro, de torná-lo escravo de seus favores e doações. Isto pode vir a representar nada mais do que um ato de profundo egoísmo e demonstração de poder sobre o outro.

O ciúme pode existir nesses casos, mas o que o obsessivo reivindica é a posse integral do outro, como algo que lhe pertence pura e simplesmente.

Geralmente as pessoas mais vulneráveis a esse tipo de envolvimento são frágeis, com históricos anteriores de dependência e que se adaptam bem à  situação pelos seus antecedentes,  por desconhecimento ou ignorância das facetas doentias do comportamento obsessivo. Vêem a dedicação excessiva com uma prova de amor, até que se comprove o contrário, até que a ficha caia.

As interpretações sobre esse tipo de comportamento vão desde projeções de figuras parentais não satisfatórias até a falta de serotonina no cérebro.

Outro agravante é quando mulheres obsessivas se deparam e se envolvem com homens sedutores. Eles captam a sua natureza e dizem para elas, tudo aquilo que elas querem ouvir. Fazem promessas que não podem cumprir. São gentis e aduladores. Abrem portas, mandam flores, escrevem poemas. Deixam as mulheres encantadas. Acenam com um futuro esplendoroso. Criam à sensação de um encontro único, maravilhoso. Gerando ou intensificando no outro a sua obsessão.  A relação se desenvolve em termos de disputa. De quem vai ganhar a parada. Um usando o outro, ambos com dificuldades de amar. Movidos pelo narcisismo, pelo egocentrismo e pelo egoísmo.

O sedutor tenta cair fora, se atira em novas conquistas e o obsessivo vai cobrar com juros e correção monetária as promessas feitas pelo seu parceiro, até o ponto em que a desilusão sobrevenha ou que algo dramático aconteça. E o que você acha disso?


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